Filtragem de Rejeitos

07/12/2020

CSN passa filtrar 100% dos rejeitos em Casa de Pedra

Companhia concluiu, em 2020, o novo sistema de filtragem de rejeitos.

A CSN Mineração definiu, ainda em 2017, que não utilizaria mais barragens para o armazenamento de rejeitos. Para isso a empresa instalou um novo sistema de filtragem dos rejeitos gerados nos processos de beneficiamento da Plantas Central (PC) e de Concentração Magnética de Alta Intensidade (CMAI I), localizadas na unidade Casa de Pedra, em Congonhas (MG). Em 2020 o projeto foi concluído e a Companhia passou a filtrar 100% dos rejeitos gerados no processo produtivo, dispondo este rejeito filtrado em pilhas formadas com rígido controle geotécnico. A capacidade anual de processamento é de cerca de 9,5 milhões de toneladas de rejeito.

Entre as vantagens dessa nova tecnologia estão a redução dos impactos ambientais e o aprimoramento da segurança nas questões técnicas. Há ainda o aspecto sustentável, pois as pilhas serão revegetadas por hidrossemeadura, formando uma manta verde sobre os rejeitos. Cerca de 90% da água presente nos rejeitos é reaproveitada, voltando para o processo produtivo.

Sobre a barragem Casa de Pedra

A barragem Case de Pedra é construída a jusante (método MAIS SEGURO). Sua base é sobre terreno natural (sólido). Sua construção foi projetada para suportar uma chuva de 342mm em 1 dia, sendo que a máxima registrada em Congonhas foi de 126mm em 16/12/2008.

A estrutura é inspecionada e monitorada diariamente por meio de 139 instrumentos, com plantão nos finais de semana e feriados. Henrile Meireles, gerente geral de Serviços Técnicos, lembra ainda que “a cada 15 dias, a CSN encaminha relatórios à Agência Nacional de Mineração (ANM)” e cumpre rigorosamente a legislação vigente. O gerente destaca ainda que as barragens são auditadas por profissionais independentes do Brasil e do Exterior e fiscalizada pelos órgãos regulamentadores.

Investimentos

Nos últimos cinco anos a Companhia realizou grandes investimentos em obras preventivas para manter a estrutura segura, bem como implantou um sistema de monitoramento automatizado das barragens.

Esses investimentos possibilitaram a redução de 94% do volume de água presente na estrutura. Henrile Meireles conta que “em 2014 havia aproximadamente 5,5 milhões de m³ de água, o equivalente a 2.200 piscinas olímpicas. Já em 2020 esse volume caiu para cerca de 353 mil m³ de água ou 141 piscinas olímpicas”.

O próximo passo será a descaracterização de Casa de Pedra, que é quando a estrutura deixa de receber rejeitos, água e não mantém as características de barragem. Esta etapa será feita gradualmente e permitirá a recuperação de parte do minério de ferro presente nos rejeitos.