Gestão Ambiental

Nossos negócios são altamente integrados, uma vez que atuamos em toda a cadeia produtiva do aço, desde a extração do minério de ferro até a produção e comercialização de bobinas, folhas metálicas para embalagens e perfis de aço. Além disso, administramos e criamos valor para os coprodutos, contribuindo para a geração de caixa e para o desenvolvimento da economia circular, que proporciona ecoeficiência operacional, integra nossos segmentos de atuação e contribui para o desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, nosso modelo de produção é baseado no conceito de economia circular, pois utilizamos materiais provenientes das nossas próprias operações para a produção de bens de consumo.

Contamos com um SGA (Sistema de Gestão Ambiental) certificado na Norma ISO 14.001:2015 na maioria das nossas unidades e mesmo aquelas que não possuem a certificação têm um SGA implantado e vêm seguindo um programa corporativo para seu progressivo avanço em certificação, de acordo com as diretrizes da ISO.

Possuímos áreas de proteção que cobrem mais de 68 mil hectares, como reservas legais, APP (Áreas de Preservação Permanente) e RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), distribuídos em diversos estados do país. Algumas de nossas unidades operacionais estão localizadas próximas a regiões com áreas protegidas, como reservas legais, áreas de preservação permanente e reservas particulares do patrimônio natural. Em consonância com a legislação local vigente, acompanhamos rigorosamente os possíveis impactos de nossas operações nessas áreas, através de programas de proteção e monitoramento de fauna e flora.

Ao longo dos anos, temos aprimorado nosso monitoramento com relação à biodiversidade nas proximidades de nossas unidades operacionais. Seguindo as melhores práticas e recomendações internacionais sobre a gestão e o acompanhamento de áreas de alto valor de biodiversidade, passamos a compilar informações referentes às áreas da CSN Mineração, cujas unidades estão localizadas em regiões ricas em biodiversidade onde o bioma predominante é a Mata Atlântica, além de haver áreas de transição para o Cerrado. A partir desse projeto-piloto, vamos aprimorar nossos processos de monitoramento e expandir o acompanhamento para todas as unidades e plantas do Grupo CSN localizadas dentro ou próximas a áreas altamente biodiversas.

Divisão das áreas de preservação mantidas pela CSN por categoria e por região

Nordeste
Sudeste
Sul
Total
Área de Preservação Permanente – APP
55,2%
4,6%
40,1%
4,2%
Área de Reserva Legal – ARL
88,3%
0,6%
11,1%
26,4%
Área de Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN
0,0%
0,0%
100,0%
0,8%

Nota: (1) Na categoria Área de Declarado Interesse Ecológico – AIE, está apresentada a ARIE (Área de Relevante Interesse Ecológico) Floresta da Cicuta, localizada em Volta Redonda (RJ).

Divisão das áreas de preservação mantidas pela CSN Mineração

Unidades de Conservação

Além disso, no Grupo CSN, todas as questões relacionadas à biodiversidade são avaliadas durante todo o Ciclo de Vida dos empreendimentos, considerando:

Gestão e reabilitação de áreas degradadas

Temos o compromisso de incentivar programas voltados para a proteção do meio ambiente, incluindo a promoção de um comportamento proativo de todos os colaboradores, sempre em alinhamento com a legislação ambiental e normativas nacionais e internacionais. Mantemos exatamente a mesma postura com relação à gestão de passivos ambientais decorrentes de operações passadas, como quanto à recuperação de áreas das antigas minas de carvão em Santa Catarina, desativadas em 1990, e às obrigações de remediação de antigos aterros industriais em Volta Redonda (RJ). Trata-se de passivos ambientais prévios à privatização e cujas operações antecediam o estabelecimento das principais leis e normas ambientais, especialmente a Lei 6.938/1981 (Política Nacional do Meio Ambiente).

Realizamos o inventário das emissões de gases de efeito estufa seguindo as diretrizes do GHG Protocol desde 2010, com o objetivo de
subsidiar a gestão de carbono, mitigação de riscos e adaptação às mudanças climáticas. Anualmente, o inventário é enviado ao Programa Brasileiro GHG Protocol, tendo recebido Selo Ouro por seis anos consecutivos (2014-2019). O inventário de 2019 foi reportado na plataforma do Programa Brasileiro GHG Protocol. Além disso, reportamos ao CDP (Carbon Disclosure Project), preenchendo os questionários Climate Change e Water, e passamos a reportar esses dados de forma pública a partir de 2020. Além disso, estabelecemos como meta a redução da intensidade de carbono por tonelada de aço bruto (tCO2/ton) em 10% até 2030, tendo o resultado de 2018 como base.

Proporção por escopo e categoria – 2019

Nota: 1. Considera combustão móvel (1,834%), resíduos sólidos e efluentes líquidos (0,036%) e emissões fugitivas (0,028%).

Emissões de escopo 1 por segmento em 2019
Emissões de escopo 2 por segmento em 2019

Emissões de escopo 2* da CSN são uma das menores do setor

Como grandes consumidores industriais de energia, investimos desde 1999 em projetos de geração de energia elétrica. Atualmente, contamos com uma central  termoelétrica, com capacidade instalada de 235,2 MW na Usina Presidente Vargas, alimentada por gases de processos da produção siderúrgica, e somos acionistas das Usinas Hidrelétricas de Itá (SC), com participação de 29,5%, correspondente a 167 MW médios, e de Igarapava (MG), com participação de 17,9%, correspondente a 23 MW médios. Em 2014, a Turbina de Topo do alto-forno 3 entrou em operação comercial, agregando mais 21 MW à nossa capacidade de geração. Pensando no atendimento às suas futuras expansões, realizamos com frequência a prospecção e análise de viabilidade de novos ativos de geração, com o objetivo de alcançar autossuficiência e competitividade.

A partir dessa matriz energética, passamos a ter uma das menores emissões de escopo 2 do setor siderúrgico (de acordo com avaliação baseada em documentos disponibilizados pela World Steel Association), uma vez que 75% do consumo de energia elétrica da CSN foi proveniente de fontes renováveis de geração própria.

*O escopo 2 refere-se às fontes que provocam emissões indiretamente, por consumirem energia elétrica (ou térmica) produzida por outrem.

GRI 305-4

Notas: 1. Segundo metodologia da World Steel Association (WSA) – Escopo 1+2+3
2. Segundo metodologia da Global Cement and Concrete Association (GCCA) – Escopo 1+2
3. Segundo metodologia do GHG Protocol Brasileiro e UNCTAD – Escopo 1 – UNCTAD B.3.1 
4. Segundo metodologia do GHG Protocol Brasileiro e UNCTAD – Escopo 2 – UNCTAD B.3.2

Redução das Emissões Absolutas de GEE

Metas para redução das emissões:

Estamos comprometidos a melhorar nossos indicadores ambientais, investindo continuamente em novas tecnologias e na otimização de processos. Nesse sentido, ambicionamos:

Nossas maiores fontes de emissões atmosféricas para o setor de Siderurgia, Mineração e Cimentos são principalmente material particulado (MP), óxidos de enxofre (SOx) e óxidos de nitrogênio (NOx). Desta forma, a Companhia promove o gerenciamento de emissões atmosféricas, que podem ser móveis ou fixas, portanto temos rígidos controles e monitoramento dessas emissões. Também mantemos estações de monitoramento da qualidade do ar no entorno das unidades operacionais, principalmente em, Volta Redonda – RJ, onde está localizada a Usina Presidente Vargas:

Apresentamos os dados de emissões das operações da UPV, Siderurgia e Cimentos, e da CSN Arcos – Cimentos e CSN Mineração, uma vez que as emissões registradas nessas plantas são as mais representativas. Além disso, parte de nossas outras unidades não possui fontes fixas de emissões. 

Estabelecemos como meta reduzir as emissões de material particulado por tonelada de aço bruto produzida na UPV em 40% até até 2030, na comparação com 2019.

Qualidade do ar

Neste reporte, os dados de emissões apresentados dizem respeito às operações da UPV, Siderurgia e Cimentos, e da CSN Arcos – Cimentos, uma vez que as emissões registradas nessas plantas são as mais representativas. Além disso, parte de nossas outras unidades não possui fontes fixas de emissões.

Saiba mais em Nosso Relato Integrado

Volume de emissões atmosféricas significativas registradas pela UPV – Siderurgia e Cimentos – e pela CSN Arcos – Cimentos (t/ano)¹

Nota: 1. * Na página 72 de nosso Relato Integrado, estão detalhadas as emissões emitidas por tonelada de aço bruto e de clínquer produzidos. Os valores apresentados refletem as emissões decorrentes dos processos produtivos da siderurgia e da unidade de cimentos, na UPV, e da CSN Arcos – Cimentos.
2. A variação se deu em consequência da alteração de metodologia no monitoramento. As próximas amostragens terão como premissa a padronização no monitoramento.

Colaboradores numa das estações de monitoramento da qualidade do ar em Volta Redonda (RJ)

Monitoramento

Em Volta Redonda, mantemos três estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar e cinco semiautomáticas, além de estações meteorológicas, de forma a dar transparência aos nossos controles ambientais e aos indicadores de qualidade do ar no município de Volta Redonda (RJ). O monitoramento das emissões atmosféricas da UPV e das plantas de cimentos de Volta Redonda (RJ) e Arcos (MG) é realizado por meio de medições isocinéticas (fluxo de gás na entrada do equipamento tem a mesma velocidade do fluxo de gás que se pretende analisar) e contínuas, através de medidores automáticos de materiais particulados e gases.

Monitoramos constantemente nossas emissões atmosféricas, de forma a garantir a manutenção da qualidade do ar dentro das normas estabelecidas por lei, sem gerar riscos para a saúde da população. Em Volta Redonda, monitoramos tanto as emissões atmosféricas quanto a qualidade do ar, controlando e reportando os resultados de forma transparente, automatizada e em tempo real ao órgão ambiental estadual, que consolida as informações e divulga o IQAr (Índice da Qualidade do Ar) para a população.

A água é essencial para as nossas operações de mineração, siderurgia e geração de energia, enquanto os demais segmentos são menos dependentes de água em seus processos. O controle do consumo de água ocorre por meio dos balanços hídricos das unidades e da pegada hídrica na UPV (Usina Presidente Vargas), ambos realizados em consonância com a ISO 14.046. A UPV é a única siderúrgica do país a realizar a pegada hídrica e é a planta da CSN com o maior consumo de água; nessa unidade, somos referência ao reciclar e reutilizar 92,9% da água em 2019; ao passo que esse percentual foi de 72,2% na CSN Mineração, no mesmo período. No entanto na Planta Central da CSN Mineração, esse percentual de recirculação chega a 94%.

Além disso, com base nas metodologias de avaliação de riscos Water Risk Filter WWF e Aqueduct WRI, passamos a analisar a partir de 2020 a exposição de nossos negócios a riscos hídricos, sob a ótica tanto de processos quanto de bacias hidrográficas próximas às nossas operações.

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Reduzir a nossa captação de água doce por tonelada de minério produzido pela CSN Mineração em 10% até 2030.

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Redução de 32% no consumo de água por tonelada de minério produzido

Aumentamos significativamente a eficiência no consumo de água por minério produzido, especialmente em função da implementação da planta de filtragem de rejeitos, que possibilitou redução de 25%.

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Reúso e reutilização de água

92,9% de reúso e reutilização de água na UPV em 2019

72,2% de reúso e reutilização de água na CSN Mineração em 2019

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Aumento de eficiência

-14% na quantidade captada de água por tonelada de cimento produzido pela CSN Arcos – Cimentos 2019 x 2018
-25% na quantidade captada de água doce por tonelada de minério produzido pela CSN Mineração 2019 x 2018

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Queda no consumo de água

-6,6% no consumo total de água de todo o Grupo CSN em 2019

Operação da CSN em 2019 (Megalitro/ano)

Captação de água por fonte (Megalitro/ano)

2017
2018
2019
Águas superficiais​
89.009
80.732
96.059
Águas subterrâneas​
7.510
7.878
6.138
Abastecimento municipal de água
374
446
516
Total
96.893
89.057
102.713

Nota: Em todas as fontes de captação, a presença de sólidos totais dissolvidos foi registrada em proporção inferior a 1.000 mg/l de água.

Captação, descarte e consumo de água (em ml)

Nota: 1. 100% do descarte de água é destinado a águas superficiais. A água passa por tratamento físico-químico, químico, biológico e neutralização de pH antes de ser enviada ao corpo hídrico. 
2. Não houve mudanças no armazenamento de água destinada ao consumo.

Desde 2013, realizamos o Fórum Sul Fluminense Sobre Águas com o objetivo de debater sobre o tema com os demais atores da bacia do rio Paraíba do Sul. O evento ocorre em comemoração ao dia internacional da água, com a participação de representantes da sociedade civil, órgãos ambientais, acadêmicos, membros do comitê de bacias e demais empresas do estado do Rio de Janeiro. Também desde 2013, participamos da Câmara Técnica do CEIVAP (Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul) e do CBH/MPS (Comitê de Bacia Hidrográfica do Médio Paraíba), região onde a UPV se localiza, representando o segmento usuário de águas do estado do Rio de Janeiro. A participação possibilita o diálogo aberto com demais membros da sociedade civil e poder público com o objetivo de contribuir com a gestão das águas do rio Paraíba do Sul e de seus afluentes. 

Em Minas Gerais, integramos o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba e da CTIOAR (Câmara Técnica de Integração de Procedimentos, Ações de Outorga e Ações Reguladoras), possibilitando o diálogo aberto com membros da sociedade civil e poder público, com o objetivo de apoiar a gestão das águas do rio  Paraopeba e de seus afluentes.

 

Todas as unidades realizam inventário de resíduos de forma automatizada, com registro de peso via SAP e comunicação repassada ao SGR (Sistema de Gerenciamento de Resíduos), este último utilizado na Usina Presidente Vargas. As informações são consolidadas mensalmente no inventário de resíduos, que é repassado anualmente aos órgãos ambientais competentes.

36,7 milhões

de toneladas de resíduos gerados na siderurgia (UPV) e na mineração (CSN Mineração e Minérios Nacional) em 2019

99,9%

se referem a resíduos não perigosos

99,4%

dos resíduos perigosos gerados

foram reutilizados em 2019 e 7,5% de resíduos não perigosos

97,1%

de reutilização de resíduos

não perigosos em 2019

21,7%

de redução na geração

não perigosos em 2019 x 2018

2,5%

redução na geração

de resíduos perigosos 2019 x 2018

Possíveis destinos dados a resíduos, equipamentos e materiais obsoletos, para redução do volume de resíduos destinados a aterros sanitários:

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Uso interno na produção, como a sucata de aço ou o cobre proveniente de descartes de cabos elétricos.

Comercialização de materiais que após a segregação e processamento tenham valor agregado, como papelão, plásticos e papéis picotados. Há, ainda, outros materiais recicláveis segregados e vendidos a granel como borra de zinco, sucata de aço inox, sucata de material elétrico, sucatas de refratários, paletes e madeiras, entre outros.

Destinação dos materiais para um fornecedor licenciado para o descarte ambientalmente correto. Nesse caso, estão contemplados resíduos classe I, entre eles: lixo contaminado em tambores, borra oleosa, resíduo de gás de coqueria, fibra cerâmica contaminada. Esses materiais são suportados por contratos de destinação e encaminhados para coprocessamento na indústria de cimento ou para aterros licenciados. Saiba mais sobre essa iniciativa da Diretoria de Suprimentos, em conjunto com a Diretoria de Vendas Especiais e Áreas de Meio Ambiente, na página 168 do PDF do Relato Integrado.

Resíduos perigosos gerados e percentual de reutilização

Resíduos de mineração (rejeitos e estéreo) na CSN Mineração e Minérios Nacional – armazenados no local

Nota: A variação registrada na geração de resíduos não perigosos armazenados no local, entre os anos de 2017, 2018 e 2019, deve-se à movimentação de estéril. Na mina, há áreas onde há minérios mais nobres do que outros, variando também a profundidade em que se encontram. Portanto, a movimentação de estéril é mutável, não havendo uma relação direta com a produção. Desde 2020 a Companhia filtra 100% dos seus rejeitos e empilha a seco.

Nossa principal geração de resíduos atualmente está nas nossas plantas de siderurgia e da mineração, pois esses segmentos representam mais de 90% de toda a geração do Grupo CSN; assim, geramos cerca de 36,7 milhões de toneladas de resíduos na siderurgia (UPV) e na mineração (CSN Mineração e Minérios Nacional) em 2019; desse total, 99,9% se referem a resíduos não perigosos. No período, reutilizamos 99,4% de resíduos perigosos e 7,5% de resíduos não perigosos.

A intensificação da destinação dos resíduos para a reciclagem, ainda que a quantidade de produto produzido tenha diminuído, foi reflexo do aumento do fluxo de reciclagem através de vendas de resíduos que estavam em estoque, como carepa e pó de coletor. Além disso, a evolução positiva de reciclagem de resíduos perigosos indica o desenvolvimento do mercado, uma vez que essa linha de destinação se dá através de vendas especiais, possibilitando novas formas de geração de renda. Em 2019, firmamos parceria com uma companhia especializada na prestação de serviços para o setor siderúrgico, buscando otimizar a reciclagem interna através da absorção de uma parte dos resíduos de pó de coletor, pó de aciaria e carepa para fabricação de briquetes metálicos.

Resíduos por tipo e método de disposição na siderurgia e mineração (em toneladas)¹

2017
2018
2019
Resíduos perigosos
25.754
27.251
26.905
Reutilização
14.779
15.400
11.982
Reciclagem
6.972
8.067
10.780
Coprocessamento
2.676
2.648
3.063
Rerrefino
1.119
1.021
928
Aterro sanitário
208
114
151
Resíduos não perigosos
38.690.412
18.935.846
36.711.636
Reutilização
2.900.314
2.772.947
2.145.791
Reciclagem
845.853
476.878
601.485
Aterro sanitário
129.481
136.894
180.555
Outros (autoclavagem)
3.739
4.179
2.757
Total de resíduos gerados (perigosos e não perigosos)
38.716.166
18.963.097
36.738.541

Nota: 1. Apresentamos neste reporte a geração de resíduos da siderurgia (UPV) e da mineração (CSN Mineração e Minérios Nacional), pois esses segmentos representam mais de 90% de toda a geração do Grupo CSN. O aumento de resíduo não perigoso enviado para aterro sanitário em 2019, na comparação com 2018, deve-se à reforma do alto-forno 3 no final de 2019, o que contribuiu para aumento da geração de entulho de obras, resíduo que possui como linha de disposição o aterro. Da mesma forma, a variação de resíduos perigosos é muito influenciada pela operação da CSN Mineração; quanto maior a produção e movimentação, maior o número de manutenção; consequentemente, maior a geração de resíduos perigosos.

Projeto de inovação busca soluções para disposição e utilização da escória de aciaria da siderurgia

Projeto de inovação busca soluções para disposição e utilização da escória de aciaria da siderurgia. O processo de beneficiamento da escória de aciaria consiste na recuperação magnética de metálicos, que retornam ao processo siderúrgico. O desafio consiste em estudar soluções disponíveis no mercado para a disposição e utilização da fração não metálica, conhecida como agregado siderúrgico. Atualmente, atuamos nas seguintes frentes:

Seguimos em busca de novas formas de utilização e ainda sob avaliação, tais como:

Parte do material é armazenada temporariamente em pátio externo à Usina Presidente Vargas, denominado Pátio de Beneficiamento de Escória. O produto é constituído basicamente por silicato de cálcio, magnésio e alumínio, os quais estão presentes em agregados naturais. Adicionalmente, a CSN Inova, em conjunto com as áreas de aciaria, engenharia, P&D e cimentos, segue buscando parcerias com instituições brasileiras e estrangeiras, tendo em vista tanto opções existentes quanto novas soluções para dar a destinação mais adequada ao agregado siderúrgico.

Possuímos uma Gerência Corporativa responsável pela gestão de participações em energia, que avalia o consumo, identifica oportunidades e faz projeções de consumo e compra de energia. Desde 1999, investimos em projetos de geração de energia elétrica, visando garantir grande parte do nosso consumo anual. Os ativos nesse segmento são a Usina Hidrelétrica de Itá (SC), a Usina Hidrelétrica de Igarapava (MG), a Central Termoelétrica, que reaproveita gases do processo siderúrgico, e a TRT (Turbina de Recuperação de Topo), que operam juntas na UPV (Usina Presidente Vargas). A TRT permite o aproveitamento da energia cinética existente nos gases gerados no alto-forno 3, processo que possibilita a geração própria de energia e contribui para a redução dos nossos impactos ambientais, uma vez que essa energia cinética opera via pressão do gás. A autogeração de energia teve um salto significativo a partir de 2018 no consumo total de energia elétrica. Enquanto, em 2017, a produção própria proveniente das usinas hidrelétricas de Igarapava, Itá e da TRT – fontes 100% renováveis – correspondia a 59,5% do nosso consumo de energia elétrica, esse percentual passou para 81,1% e 75,5%, respectivamente, em 2018 e 2019.

Ambição

Atingir 100% da energia proveniente de fontes renováveis na CSN Mineração até 2021.

Considerando a relação entre o consumo de energia e a Demonstração do Valor Adicionado, houve aumento da nossa eficiência energética, em média, de 38% no biênio, frente a 2017.

Artboard 1

75,5%

da energia elétrica consumida em 2019

foi autogerada por fontes 100% renováveis 

Artboard 2

20%

mais eficiente na produção de cimento do que a média nacional: 

86 kWh/t (CSN) x 108 kWh/t (média brasileira)

Artboard 3

38%

em média, mais eficiente

energeticamente no biênio, frente a 2017

Consumo de energia na CSN (GJ)

2017
2018
2019
Consumo total de combustíveis oriundos de fontes não renováveis¹
120.923.721
121.056.617
91.782.358
Biodiesel, carvão metalúrgico, carvão sub-betuminoso, coque de carvão, moinha, coque de petróleo, diesel, GLP, gás natural, gasolina, óleo combustível e óleo de lavagem
120.923.721
121.056.617
91.782.358
Consumo total de combustíveis oriundos de fontes renováveis
5
1
13
Etanol hidratado
5
1
13
Eletricidade, aquecimento, refrigeração e vapor adquiridos para consumo
4.014.245
1.429.257
1.856.154
Eletricidade, aquecimento, refrigeração e vapor autogerados
5.911.205
6.145.030
5.744.306
Usina hidrelétrica de Igarapava
550.549
577.317
591.577
Usina hidrelétrica de Itá
4.965.269
5.272.398
5.114.810
Turbina de topo
395.388
295.314,54
37.919
Consumo total de energia²
130.849.175
128.630.905
99.382.831

Nota: 1.O “consumo total de combustíveis oriundos de fontes não renováveis” inclui a geração termoelétrica.
2. O consumo total de energia foi definido com base na soma entre os combustíveis renováveis e não renováveis, além de eletricidade, aquecimento, refrigeração e  vapor autogerados e adquiridos.

Eficiência energética (GJ/fator de normalização)

2017
2018
2019
GJ/t aço bruto¹
27,1
26,7
28,0
KWh/t de cimento²
76,3
80,6
86,6
MJ/t clínquer³
3.579,0
3.502,0
3.585,0
GJ/R$ mil DVA – Escopo 1+2⁴
19,1
10,9
12,7

Notas:  1. Cálculo feito segundo metodologia da World Steel Association – Escopo 1
2. Cálculo feito segundo metodologia da Global Cement and Concrete Association – Escopo 2
3. Cálculo feito segundo metodologia da Global Cement and Concrete Association – Escopo 1 
4. Cálculo feito segundo metodologia do consumo térmico do sistema da Combustech.